quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Além do espelho, lembranças.

  Um dia, quando encerrava meu trabalho, fixei a atenção em um simples objeto da minha sala. Caminhei, paulatinamente, ao seu encontro e, a medida que me aproximava, sentia meu ego explodir em sensações indescritíveis.
  Via-me diante do espelho, como uma criança a sonhar. Via-me no passado, com toda a inocência, sem uma gota de maldade. Era apenas uma criança feliz.
  E hoje aqui estou, após 35 anos, casado, com família formada, dentro de uma sala de escritório, na minha empresa, que eu mesmo criei, mas não dignamente, o que me faz arrependido.
  Olho para o espelho e me vejo ao avesso. Uma pessoa podre por dentro, que vive uma mentira, uma pessoa sem um pingo de dignidade para dizer: “Eu cresci honestamente e estou aqui porque eu lutei”.
  Caminhei próximo a minha mesa, avistei minha arma, a peguei e caminhei em direção ao espelho, olhei fixamente a ele, foi meu ultimo suspiro de arrependimento. 

OBS.: Sem criatividade peguei o texto da minha prova pra postar, que de fato fico tosco.
=*

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